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A opinião de Amílcar Tavares
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27-Set-2007 |
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O exercício do voto é um direito sagrado em qualquer regime democrático que faz jus ao nome e todo este pugilismo à volta do recenseamento e da Comissão Eleitoral revela imaturidade e desrespeito tanto pelos votantes como pela instituição. Mais preocupante ainda é o cenário de fraude que se deslumbra com toda esta contenda.
O estado de alerta que rodeia toda a máquina eleitoral e o receio de um possível controlo do processo eleitoral é reveladora do bom conhecimento dos mecanismos da adulteração das escolhas dos cidadãos, levantando dúvidas quanto ao accionamento desses mecanismos no passado.
Tudo aponta para a presença de mafiosos indesejáveis. E as fortes suspeitas de que puseram defuntos a votar faz com que tudo isto se torne abjecto. A evolução natural das coisas já nos devia ter levado, quase 20 anos depois, a patamares onde tal seria inconcebível.
Claramente, as pessoas olham com desconfiança para o jogo político reflectindo-se no desinteresse para com o acto eleitoral. Perante o descrédito no jogo democrático, o Presidente da República devia intervir. Até porque sempre que foi a votos, foi acusado de manipulação dos resultados.
Quase metade dos votantes decidiu ficar em casa quando ele foi re-eleito e esse número, a juntar aos anteriores, deviam promover um amplo debate. E isso nunca se passou não por falta de um espaço mas porque os actores da cena política nâo vêm interesse nenhum nesse tópico.
Primários, afinam pelo diapasão da vulgaridade, com as casas oferecidas em S. Vicente e à mal-cheirosa e nojenta capital que já tem um plano de limpeza. Não é preciso ter o dom da advinhação. Em 2008 vamos ter eleições!
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