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A opinião de Amílcar Tavares
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27-Ago-2007 |
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Começará daqui a algumas horas a corrida eleitoral de 2008 quando os bravos medalhados de Bronze no Afrobasket de Angola aterrarem no Aeroporto Internacional da Praia. Toda a classe política cabo-verdiana já tem planos, para sorridentemente, marcar presença nas infindáveis condecorações, homenagens e sessões fotográficas que bem merece o grupo da bola ao cesto.
Se levarmos em conta que as nossas Selecções Nacionais de futebol e de basquetebol foram votadas ao abandono, obrigadas a mendigar apoios por tudo quanto é lado durante anos, com atletas a pagarem as passagens aéreas dos seus próprios bolsos, serem recebidos não pelo Presidente da República ou Primeiro-Ministro mas por uma mero assessor, essa classe devia ter um pouco de pudor e deixar o povo acolher os seus novos heróis.
O timoneiro dos rapazes é um bestial angolano de alma cabo-verdiana que há quinze dias era uma besta, considerações duras que nunca demoveram o optimista Mané que sempre acreditou no potencial técnico dos jogadores cabo-verdianos, lamentando a baixa estatura física. Mané tinha razão quando há 3 anos afirmava que queria surpreender no Africano de basquetebol.
É no aproveitar que está o ganho e os rapazes deram sentido ao ditado da melhor forma durante a prova angolana. Cansados dos 6 jogos em 7 dias e desejosos de festejar com o seu povão o ganho, o proveito, infelizmente, irá para as sanguessugas de costume. É feio.
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