Flying
Sobre mim...

Amílcar Tavares a.k.a. Mykah

Amílcar Monteiro dos Reis Tavares, Mica para os amigos e familiares. 31 anos, natural de Assomada - Ilha de Santiago. Estudante de Engenharia Mecânica na Universidade de Aveiro. Editor, proprietário, ...., da VozDiPovo-Online - www.vozdipovo-online.com.

Navegação
1ª página
As minhas opiniões
Pesquisar
Fale comigo
As opiniões de...
Amilcar Aristides Monteiro
Edson Medina
Fernando Elí­sio Freire
José Maria Veiga
Lamanary Pina
Luí­s Carlos Silva
Onuana Varelis
Ligações
Cabo Verde - As ilhas da Morabeza
Selecção Nacional
GigaVoz
VozDiPovo-Online
RSS
07 Ago
Uma visão para o Palácio criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
Classificação: / 3
FracoBom 
A opinião de Amilcar Aristides Monteiro   
07-Ago-2007

Amilcar Monteiro

Nos tempos da globalização, os espaços de cultura representam um ambiente de afirmação da identidade, espaços únicos que permitem e dão acesso às manifestações culturais.

A decadência, supressão e até a eliminação desses espaços revela-se um grande atentado à valorização da cultura cabo-verdiana, e à diversidade das manifestações artísticas. Em Cabo Verde, assiste-se, um pouco por todo o país, ao crescimento dessa ameaça com o encerramento de cinemas e outros espaços culturais, como é o caso da degradação do Palácio da Cultura Ildo lobo que é o foco desta argumentação.

 

Na Convenção da UNESCO sobre a Protecção e Promoção da diversidade das Expressões culturais está explicito, no seu preâmbulo, que a diversidade cultural se fortalece mediante a livre circulação de ideias e se nutre das trocas constantes e da interacção entre culturas.

Ora, o Palácio da Cultura tem esse potencial aglutinador de ser um centro de interacção cultural a diversos níveis, quer em termos da diversidade que compõe a cultura cabo-verdiana, quer em termos da sua interacção com o mundo.

Desde do ano 2000 para cá, assiste-se à degradação progressiva desse espaço perante uma gestão incapaz de imprimir uma dinâmica ascendente e fortificante ao PCIL, minando a sua vocação ao não assumir uma visão forte e buscando compensar essa lacuna em torno de acções desconexas que tornam o espaço cada vez mais insustentável. Essa é uma ratoeira que tem abocanhado gradualmente as instalações do PCIL e, com o tempo (e com a depreciação dos equipamentos e estruturas), teremos cada vez mais espaços ociosos no PCIL até à sua completa degradação.

Ou seja, os problemas não se resumem à falta de dinheiro: há que enquadrar outras questões sobre a gestão de espaços culturais de forma que o orçamento não limite mas, pelo contrário, possibilite a acção dentro do possível.

Entretanto, na gestão, há que haver propósitos e fins para assim se fazer uso devido dos meios. Ora, pelas condições estruturais, o PCIL tem o potencial de ser uma incubadora de criadores, um espaço que alberga um viveiro de talentos, além de ser, também, automaticamente um espaço de fruição cultural.

Como exemplo, são inúmeras as escolas de música e de outras artes que sobrevivem no mercado pagando aluguer, enquanto no PCIL existem diversos espaços ociosos que não servem aos criadores e, consequentemente, privam o povo do acesso à sua própria cultura.

Embora a polémica tenha sido despoletada por causa da ocupação do bar pela ELECTRA, não se pode de modo algum centrar a questão no bar visto que ele é uma das dependências do espaço onde acontece muito mais do que comércio e restauração. O bar é o centro promocional das actividades, um espaço que recebe os críticos, artistas, amantes e cidadãos antes, durante e após eventos, sendo, também, um espaço de cultura.

Além disso, o espaço do bar alberga serviços, não só os que já existiam (como acesso à Internet, serviços de apoio de escritório, telefone público, espaço de divulgação), mas diversos outros como ambiente para exposição/venda, devendo, em todo o caso, funcionar em função do PCIL, ao serviço da cultura. E, além disso, devendo sustentar-se através da sua dinâmica comercial, mas fazendo parte de um todo que se quer dinâmico servindo de suporte para as actividades que lá se realizam.

Nesses aspectos, penso que a gestão do palácio (essa ou qualquer outra) deve fugir à visão restrita que vê em todos os problemas falta de dinheiro (ratoeira), e ampliar a questão para um leque mais vasto de ambições que envolve a valorização da cultura cabo-verdiana e dos espaços onde ela acontece. Assim, criando condições materiais e imateriais para servir aos criadores, assim como aos diferentes segmentos de público interessado.

A solução passa por parcerias efectivas entre o público e o privado, visto que ambos estão interessados, mas dominam áreas diferentes de actuação. A orientação politica é necessária, mas a dinâmica de produção cultural e de gestão efectiva e profissional é definitivamente tarefa e vocação dos privados.

Trata-se no fundo de uma questão de política cultural. Defendo, assim, o abandono de práticas compensatórias na acção do Ministério da Cultura e a implementação de programas mais efectivos como é o caso da assunção do PCIL como um forte instrumento de materialização de políticas. Isto, quer a nível de geração de novos talentos, espaço de produção e distribuição de conteúdos, fruição cultural, ou, até, de elemento de ligação com outras áreas de desenvolvimento económico e social, como são as actividades geradores de rendimento e emprego relacionado com turismo, comércio e eventos.

Amilcar Aristides Monteiro
Investigador Empresarial
Este endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

Comentários (5) >>
Quero a cabeça deste ladrao presidente de angola do meu rabo
escrito por ladrao, Junho 09, 2008

Oh Angola pais corrompido aonde os seus dirigentes são Incultos Alcoólicos e Prostitutas onde os seus Corpo Defesa recebem Grados, Patentes por terem Executado o seu psoldo Inimigo Imaginario ou seus
vizinho, amigos e famílias inteiras para que a verdade não saia,(X).Oh Angola aonde os seus
dirigentesadquirem "Nacionalidades"e diplomas falsos do estado ou do estrangeiro, aonde muitos nem sabem s'exprimir numa língua oficial sem ter ao lado 1-2 interpretas oh muitas vezes com o mesmo nível de línguistico que o seus dirigentes lol imaginem só o dialogo de surdo entre angolanos e os homólogos estrangeiro, oh Angola os teus filhos estão com Fome, Doentes,
desesperados,Revoltados

com a Boca Cozida (X) pela ditadura , só deixam-nos os olhos como libertade para chorar,essa revolta e é com muita tristeza, desespéro,desarmados que vamos assistido os desfilos de casamentos e treino de vida do bem estar dos filhos dos nossos ditadores que nos governo entre dois aviões gastando o dinheiro do povo Angolanos nas capitais occidentais, América e Asia. enquanto os ditadores pagam casas secundarias e ofereçem entre 20.000$-40.000$ por ano a escola ou universidade dos filhos no estrangeiro...

Quero a cabeça deste ladrao presidente de angola do meu rabo
escrito por ladrao, Junho 09, 2008


Em Angola 1000 crianças sofrem e morrem por dia de fome,sede e de doenças.Oh angola isto com faz precisamente 33 anos que os teus filhos sentem odio e vergonha de te chamarem Mae.os nossos kotas cometeram o maior erro dar corrida os pula foi sem contar que o Nazismo nao tem cara nem cor por prova estamos a 33 anos sobre a ditadura destes macacos! oh kotas voçes trocam para pior que os nos avos pulas vé que sem eles continuamos a ser
de bons escravos.(X) nao vou meter a minha signatura para ser inocente.Ao nome da Democraçia (vote,votam para stopar a mais 33
anos de ditaduras e por
alimentaçao os armamentos!!!) se o Macaco tem medo do povo que compre un cao nem os autros macacos admetiriam-lhe na selva este ladrao! smilies/grin.gif smilies/grin.gif smilies/grin.gif

nayara
escrito por nayara, Março 27, 2008

querio saber mais sobre esse museu:quando foi fundada?
quem fundou e etc...


Taberna Cultural
escrito por Isaac Vicente, Março 15, 2008

È verdade, a degradação da Cultura Cabo Verdiana é de facto lamentàvel. Tudo gera a volta da Politìca, e quando é assim o resultado nunca serà...
Temos um grande exemplo da Taberna da Cultura, quero dizer o Museu da cultura de Santa Catarina,que esta completamente abandonado! Sendo Santa Catarina, como todos sabem é um conselho com grande potencia Cultural.

De facto é uma pena essa degradação cultural no paìs, mas quem sabe se um dia não aparece alguén para governar sem ver a para cor da Bandeira, sem ver a idade, sem ver a Classe Social das pessoas, mas sim a competencia dos mesmos??? Com certeza que assim tudo serà diferente... vamos esperar, afinal so nos resta esperança.

desabafo
escrito por laura correia, Janeiro 03, 2008

agradeço informações sobre como proceder para me candidatar a leccionar em Angola ou Cabo Verde.
Sigo atentamente as notícias/comentários que aqui "postam" e espero que continuem esta saudável iniciativa.
Agradeço ajuda e divulgação deste meu pedido.
Obrigada desde já.

Escreva seu comentário
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley
Smiley


Escreva os caracteres mostrados


busy
 
Tag it :
Delicious
Furl it!
Spurl
digg
blogmarks
connotea
digg
Fark
Netvouz
RawSugar
Reddit
Simpy
Smarking
TailRank
Wists
YahooMyWeb
Artigo seguinte >